Pelo décimo quarto ano consecutivo a Associação Comunitária Alzira do Conforto...

... realiza, no mês de agosto, a Caminhada Azoany, evento realizado no dia de comemoração a São Lázaro, que consiste em um cortejo com saída do Pelourinho até a Igreja de São Lázaro, no Bairro da Federação, momento onde os adeptos da religião de Matriz Africana, (candomblé) agradecem ao Orixá, Inkisse.

Azoany, com é conhecido no Jejé, é o Deus de saúde e morte, o Orixá, Inkise que esta em plena consonância e contato com a humanidade, buscando através do dia a dia a solução de problemas que atingem a matéria humana.

No dia 16 de agosto de 2012 completou 14 anos que um grupo de pessoas ligadas ao Candomblé e a Igreja Católica, resolveram partir do Pelourinho em direção a Igreja de São Lázaro, para comemorar o dia de São Lázaro e Azoany (Omolú, Obaluaê), para reverenciar e cumprir promessas em agradecimento. Atotô, Obaluaê!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Assinatura do Termo de cooperação Alzira X Palmares


A organização Alzira do Conforto e a Fundação Cultural Palmares assinam termo de cooperação para a XI Caminhada Azoany. A Fundação palmares é o órgão de governo responsável por formula e implanta políticas públicas que têm o objetivo de potencializar a participação da população negra brasileira no processo de desenvolvimento, a partir de sua história e cultura. Por entender a importância da Caminhada Azoany para a sociedade brasileira o termo contribui para viabilizar as ações para que a mesma aconteça.

Luciane Reis

Membro do Instituto Mídia Étnica

Publicitária / Estudante de Jornalismo

Fotos: Cristiano Lima, Diogo Dias e Iraildes Andrade.

Rodas de diálogos: Ser e Conhecer Azoany



A IX Caminhada Azoany, contou com uma roda de dialogo que trouxe relatos, experiências e olhares diferenciados sobre Azoany, o surgimento da caminhada dentre outros.

Vários relatos de Makotas, Ekedes e Ogans trouxeram aprendizados e o fortalecimento da fé para os presentes.




Luciane Reis
Instituto Mídia Étnica
Publicitária / Estudante de Jornalismo
Fotos de Iraildes Andrade, Diago Dias e Cristiano Lima

Atabaques tocam para abrir eventos de reflexão a Azoany.



Para ser um Alabê é necessário ter obrigação, ter recebido o axé de seu babalorixá, pois não é possível a alguém não conhecedor do processo chamar a um orixá. Um Alabê é tão importante quanto um Babalorixá num ebó, pois nenhum dos dois pode desviar a atenção do ato a ser realizado no momento do início ao fim.

Para reverenciar Azoany a organização Alzira do Conforto convidou alabés de diversos terreiros de candomblé para reverenciar Azoany sobre o comando de Ogan Erenilton na abertura das atividades para e durante a caminhada.



A IX Caminhada Azoany,contou com uma roda de dialogo que trouxe relatos , experiências e olhares diferenciados sobre Azoany, o surgimento da caminhada dentre outros.
Luciane Reis.
Membro do Instituto Mídia Étnica
Publicitária / Estudante de Jornalismo
Fotos: Iraildes Andrade, Diogo Dias e Cristiano Lima

Juventude e ancestralidade presente na Caminhada Azoany.

A mesa de juventude pautou Azoany quanto orixá que vem ajudando a construir o futuro, através de relatos pessoais e de como, quanto religiosos, entendem a complexidade de Omolu.
Às vezes para nós que somos jovens e estamos em inicio de processo de aprendizado, para outra forma de se relacionar entender Omolu e porque de não pronunciar o seu nome, só fica claro com o decorrer do aprendizado religioso conclui a mesa de juventude.Para a coordenadora Nacional de Juventude do Cen, Rebeca Tarique “Compreender Omolu no contexto religioso para nós jovens, se torna essencial por estarmos em contato direto com rua e suas influencias”.
A mesa de ancestralidade composta pelo Ogan Emetério do Terreiro Tumba Junçara e a Ekede e historiadora do Terreiro Obá Na Irai Galrão, tratou das lendas e a ação destas lendas na população atual.Todos presentes ficaram maravilhados com a forma de pensar Omolu presentes para as duas nações.Irai Galrão trouxe as lendas de Omolu quanto senhor da terra e tendo domínio sobre as doenças de pele. “Ele é o senhor da terra, ele rege a transformação” Segundo a historiadora e Ekede Omolu, além de ser de origem Jeje, não foi abandonado conforme conta diversas lendas por sua mãe Nana, esta por ser de Etnia Fon e Omolu ter nascido com doenças o coloca no rio para que o mesmo seja cuidado por uma outra entidade, no caminho Omolu se perde e é criado por Yemanjá. .Ogan Emeterio e Erenilton reforçaram suas falas trazendo a realidade enfrentada pelos cânticos religiosos pela industria Cultural.

Luciane Reis
Membro do Instituto Mídia Étnica
Publicitária / Estudante de Jornalismo

Governamentais saúdam Azoany

Durante os dois dias seminário que aconteceu na Casa do Benin em Salvador , entre mesas de governo, juventude e ancestralidade, foi possível perceber os diversos olhares sobre o mesmo tema.
A mesa governamental compostas pelos deputados estaduais e federais Bira Cora e Luiz Alberto pautou Azoany numa perspectiva de terra e moradia para a população negra em Salvador e Recôncavo Baiano, trazendo as lutas que estes vem travando para garantir esses direitos ligados a Omulú para pessoas que nunca tiveram estes direitos garantidos.
O Município que se fez presente através da Secretaria Municipal da Reparação aonde para o Subsecretário Edmilson Sales “A sociedade vem passando por uma doença chamada Racismo e só Omolu pode curar, já que não é mais possível ver os jovens negros envelhecer”.
A fundação Cultural Palmares na presença de seu representante Zulu Araújo, traz as boas vindas a caminhada e dizendo da sua importância na luta contra a intolerância religiosa “ Fiz questão de estar neste momento por entender a Palmares como uma organização Republicana ,logo esta caminhada por ser uma ação Publica e de luta contra a intolerância merece todo apoio e cuidado por parte da sociedade Brasileira.

Luciane Reis.
Membro do Instituto Midia Étnica
Publicitária / Estudante de Jornalismo

Caminhada Azoany Chega as Ruas

Após dois dias de Seminário entre toques, saudações a Azoany, roda de bate papo, declaração de amor ao orixá entre outros.Chega o dia da Caminhada, Salvador é tomada por pessoas vestidas de branco seja pelas camisas trocadas por um quilo de alimento ou por suas próprias vestes.
Para o Ogan Erenilton Bispo da Casa de Oxumaré “Omolu é um orixá de ancestralidade e saúde, por isto todo cuidado e respeito é pouco” grita enquanto canta cânticos a Omolu na subida da Carlos Gomes. “Omolu é meu pai e meu tudo, sem este Orixá eu não vivo” conclui adeptas do candomblé que acompanha a caminhada, para os trauseantes ou pessoas de outros municípios e Estados presentes na caminhada a manifestação de religiosidade das pessoas é emocionante realmente quem quer saber o que é ser religioso é preciso que venha a Salvador e conheça este momento. Azoany permite que nunca esqueçamos que precisamos sempre fazer ações olhando para traz, disse um dos Babalorixás presentes na caminhada do Estado do Rio Grande do Sul.


Luciane Reis
Membro do Instituto Mídia Étnica
Publicitária / Estudante de Jornalismo

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Movimento para Regularização Fundiária dos Terreiros em Salvador

Amanhã (19 de Agosto), às 14hs, em frente a Câmara dos Vereadores.
Sua participação é fundamental!
Até lá!
CEN Brasil Comunicação.

Fiéis fazem festa para homenagear São Roque e Obaluaê




Fonte: A Tarde

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Caminhos abertos para a Azoany



Em sua 11ª edição, a Caminhada Azoany ganhou as ruas num percurso iniciado no Pelourinho em direção à Federação, onde se encontrou com a procissão de São Roque. Homenagem do povo de santo à fé nas divindades que presidem os mistérios da cura para os problemas de saúde.

Fonte: Mundo Afro