Pelo décimo quarto ano consecutivo a Associação Comunitária Alzira do Conforto...

... realiza, no mês de agosto, a Caminhada Azoany, evento realizado no dia de comemoração a São Lázaro, que consiste em um cortejo com saída do Pelourinho até a Igreja de São Lázaro, no Bairro da Federação, momento onde os adeptos da religião de Matriz Africana, (candomblé) agradecem ao Orixá, Inkisse.

Azoany, com é conhecido no Jejé, é o Deus de saúde e morte, o Orixá, Inkise que esta em plena consonância e contato com a humanidade, buscando através do dia a dia a solução de problemas que atingem a matéria humana.

No dia 16 de agosto de 2012 completou 14 anos que um grupo de pessoas ligadas ao Candomblé e a Igreja Católica, resolveram partir do Pelourinho em direção a Igreja de São Lázaro, para comemorar o dia de São Lázaro e Azoany (Omolú, Obaluaê), para reverenciar e cumprir promessas em agradecimento. Atotô, Obaluaê!
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

III Encontro de Mulheres de Axé



No últimos dias 9 e 10 de março de 2012 aconteceu no Rio de janeiro, o III Encontro Nacional Mulheres de Axé organizado pela Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde. Cultne se fez presente como parceiro do projeto, registrando as imagens com Vik Birkbeck e Alexandre “Xandão”, finalização Pedro Oliveira e edição e direção de Filó Filho. O encontro contou com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, Ministério da Saúde e Fundo de População das Nações Unidas. O evento tem como objetivos: contribuir para o fortalecimento do ativismo das mulheres de terreiros e para a ampliação da participação das mulheres nos espaços de defesa dos direitos e controle social de politicas públicas, qualificar as informações sobre direitos sexuais e reprodutivos, estimular o desenvolvimento de ações de promoção dos direitos e da autonomia das mulheres.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Porque Enfeitamos a Árvore de Iroko?


Já falamos sobre a roupa que veste Ògún, o Màrìwò. Hoje, vamos falar um pouco sobre a importante Árvore de Ìróko, na qual habita o Òrìsà do mesmo nome. É também, uma pequena homenagem a célebre Egbon Cidália de Iroko, que faleceu esse ano, e que teve um papel de importância singular para o Candomblé do Brasil.

Muitas pessoas que vão às festas de Iroko, observam com atenção os enfeites colocados nessa misteriosa árvore. Muitos acreditam que os enfeites são colocados para deixar a árvore mais bonita em suas festividades, mas a verdade é que, como tudo que há no Candomblé, os enfeites de Iroko não são colocados ao acaso.

Uma antiga história africana, conta que existia uma mulher chamada Oloronbi que não conseguia ter filhos. Ela sempre que passava diante de uma gigantesca árvore de Iroko dizia: “Oh Meu Pai, eu sou muito solitária, se o senhor me der um filho ou uma filha para eu não ficar mais sozinha nesse mundo, eu lhe darei uma cabra e azeite de dendê”.

Sempre que Oloronbi passava diante de Iroko ela repetia sua súplica. Iroko comovido com o sofrimento de Oloronbi, fez com que ele engravidasse. Oloronbi ficou muito feliz ao saber que estava grávida, mas esqueceu-se da promessa que havia feito a Iroko. Quando seu filho nasceu, ela todos os dias passava diante da árvore sagrada, sem sequer reverenciá-la. Iroko muito triste com o descaso de Oloronbi, resolveu tomar para si aquela criança, sendo que foi ele o responsável por ela ter engravidado. Desta forma, num dia em que Oloronbi parou diante da árvore de Iroko, à noite, para conversar, Iroko sem que ela percebesse chamou a criança para dentro do seu gigantesco tronco, cuidando dela.

Oloronbi ficou desesperada, pois não sabia o que havia acontecido com sua criança, procurando um Sacerdote de Orisa, para saber o que tinha acontecido. O sacerdote consultou o Deus da Adivinhação e disse que a criança de Oloronbi estava no tronco de Iroko, pois ela não realizou aquilo que havia prometido. O Sacerdote disse que ela mandasse fazer alguns bonecos e bonecas de madeira, como se fossem seus filhos e que, novamente parasse diante de árvore de Iroko, comentando que estava muito feliz por ter outros filhos e que, no momento em que Iroko fosse pegar os bonecos, ela teria a oportunidade de pegar sua criança e que no outro dia, fosse novamente diante da Árvore oferecer a cabra e o azeite que havia prometido, pedindo perdão a Iroko. 

Oloronbi fez o que o sacerdote havia recomendado, resgatando sua criança. No outro dia, Oloronbi ofertou a cabra e o azeite, enfeitando á arvore com os brinquedos, para que todos soubessem que se ela tinha conseguido uma criança, era pelas graças de Iroko.

Essa história mostra-nos duas coisas importantes, a primeira é que jamais devemos esquecer de nossas promessas e, a segunda é que jamais podemos ficar diante de Iroko a noite.

Que Òsùmàrè Arákà esteja sempre olhando e abençoando todos!!!
Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Festa de Omolu/Obaluaê

O mês de agosto e as manifestações culturais e religiosas da ancestralidade afrobrasileira, foram destacadas pelo deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) em discurso hoje (17) à tarde na Câmara dos Deputados, em Brasília. “. Por causa da nossa herança negra, oriunda do período escravagista, agosto é considerado o mês da ancestralidade afro-brasileira, cujo berço principal está na Bahia.”, disse.
Azoany, com é conhecido no Jejé, é o Deus de saúde e protege as pessoas das doenças, o Orixá, Inkise que esta em plena consonância e contato com a humanidade, buscando através do dia a dia a solução de problemas que atingem o homem. E nesta terça-feira completou 13 anos que um grupo de pessoas ligadas ao Candomblé e à Igreja Católica, resolveu partir do Pelourinho em direção a Igreja de São Lázaro, para comemorar o dia de São Lázaro e Azoany, que no candomblé é o mesmo que (Omolú, Obaluaê), para reverenciar e cumprir promessas em agradecimento.

Veja a íntegra do discurso de Valmir



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O mês de agosto é marcado por inúmeras manifestações do sincretismo religioso em Salvador e na maioria dos municípios do Recôncavo. Por causa da nossa herança negra, oriunda do período escravagista, agosto é considerado o mês da ancestralidade afro-brasileira, cujo berço principal está na Bahia.
E nesta terça-feira, a exemplo do que já se faz há 13 anos, o povo negro de religiões de matrizes africanas realizou a Caminhada Azoany pelas ruas de Salvador. A exemplo da Festa da Boa Morte, cujo encerramento foi nesta segunda-feira, na cidade de Cachoeira, essa manifestação em Salvador é sincrética, pois mistura os elementos místicos do candomblé com a fé católica. Tanto é que a caminhada sai do centro da cidade e termina na Igreja de São Lázaro e São Roque, onde se cultuam os santos do mesmo nome, e os orixás Obaluaê e Omolu.
Azoany, com é conhecido no Jejé, é o Deus de saúde e protege as pessoas das doenças, o Orixá, Inkise que esta em plena consonância e contato com a humanidade, buscando através do dia a dia a solução de problemas que atingem o homem. E nesta terça-feira completou 13 anos que um grupo de pessoas ligadas ao Candomblé e à Igreja Católica, resolveu partir do Pelourinho em direção a Igreja de São Lázaro, para comemorar o dia de São Lázaro e Azoany, que no candomblé é o mesmo que (Omolú, Obaluaê), para reverenciar e cumprir promessas em agradecimento.
No ano passado fiz essa caminhada e pude perceber que na Bahia, a despeito de muitos preconceitos que ainda existem com o negro e com as manifestações religiosas de origem africanas, é possível a convivência pacífica entre os adeptos do candomblé e a religião católica. Basta apenas que as pessoas respeitem o direito que cada uma tem de se manifestar livremente sem atacar as opiniões contrárias.
A caminhada Azoany é uma dessas manifestações, de homenagem a Omolú, divindade da tradição religiosa de matriz africana, também conhecido como Obaluaê ou Azoany, que é organizada pela Associação Comunitária Alzira do Conforto. A caminhada sempre é acompanhada pelo Afoxé Filhos do Kori Efan e no seu trajeto costuma receber autoridades políticas, filhos e filhas de santo, devotos e simpatizantes, e organizações artísticas e dos movimentos sociais em geral.
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O evento dá visibilidade às tradições afro-religiosas, revertendo uma situação histórica de discriminação, na qual o povo negro era proibido de manifestar publicamente suas crenças. Possibilita também um maior conhecimento sobre o Candomblé, desconstruindo as idéias preconceituosas que muitos têm, de associar a religião ao mal, e a manifestação serve, também, para combater a intolerância religiosa.
Parabéns, portanto, aos organizadores da 13ª caminhada Azoany e aos negros e negras da Bahia, e àqueles que vêm nas manifestações religiosas de matrize3s africanas, uma parte da nossa história.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Religiões de matriz africana integrarão Conselho Estadual de Direitos Humanos

A representação das religiões de matrizes africanas está garantida na composição do Conselho Estadual de Proteção aos Direitos Humanos. A informação é do deputado estadual Bira Corôa (PT), presidente da Comissão de Promoção da Igualdade do Legislativo baiano, que havia solicitado ao Governo do Estado a alteração da Lei (nº 12.054), aprovada em janeiro desse ano, para incluir o segmento no órgão consultivo.

“Recebemos a resposta positiva da Casa Civil à nossa Indicação e o Governo da Bahia está tomando providências para contemplar as religiões de matrizes africanas enquanto representatividade no Conselho, assim como as demais que já integram o texto”, diz Bira Corôa, que recebeu ofício da secretária da Casa Civil, Eva Chiavon, na semana passada.

O parlamentar explica que, como o Conselho foi criado por lei, ele só pode ser modificado com a publicação de outra lei. O conselho integra a Secretaria estadual de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, comporta representações do Estado e de diversos segmentos sociais, e tem por finalidade promover e defender os direitos fundamentais da pessoa humana, zelando pela aplicação das normas que os asseguram e indicando ações para evitar lesões a esses direitos.

“Essa inclusão é fundamental para reforçar a importância histórica e cultural das religiosidades negras, dos babalorixás e ialorixás, os quais são considerados guardiões e guardiãs da memória de povos africanos escravizados no Brasil”, comemora o deputado.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Luiza Bairros lança programas de combate ao racismo na Bahia

O Hino Nacional cantado na voz negra, marcante, de Lazzo Matumbi, deu a tônica do lançamento dos programas “Rede de Combate ao Racismo e a Intolerância Religiosa” e “Municipalizando a Política de Promoção da Igualdade Racial no Estado da Bahia”, da Secretaria de Promoção da Igualdade do Estado (Sepromi), em parceria com o governo federal, via Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). O trabalho integrado entre instituições e o acesso rápido às políticas de combate ao racismo e à intolerância religiosa, por parte dos municípios, são os principais motes das ações. Inicialmente os projetos receberão investimentos na ordem de R$ 1,5 milhão.

Os programas têm convênio firmado com a Seppir, com duração de um ano, mas já fazem parte do Plano Plurianual da Sepromi, para que as ações não se encerrem após este período. Os recursos são fruto de emenda parlamentar do deputado federal Luiz Alberto (PT/BA). “Preciso aqui fazer justiça. As únicas emendas que chegam à Seppir, para efetivação de políticas públicas voltadas à igualdade racial, e não apenas para eventos, são do deputado Luiz Alberto”, destacou Luiza Bairros, ministra de Promoção da Igualdade Racial.

“Estamos trabalhando sobre a vigência do Estatuto da Igualdade Racial, que apesar ser um documento limitado, nos dá algumas garantias para a implementação de políticas nos estados. Uma delas é o Sistema Nacional da Igualdade Racial, que nos faz ter um novo patamar para a política de combate aos crimes de racismo”, afirmou a ministra.

Para ela, sobre o programa Municipalizando, os municípios devem ser os espaços para se pensar, sobretudo, as formas de acesso à educação para a população negra. Sobre a Rede, Luiza Bairros disse que ela é uma articulação de organizações que desafia o poder público a criar uma ação onde a vaidade institucional não tem vez.

Pressão no Legislativo traria mais recursos

Para o deputado federal Luiz Alberto, a emenda de sua autoria, que garantiu recursos para os programas, por si só, não é capaz de resolver o problema de racismo e intolerância. “Se todos os 39 deputados federais baianos criassem emendas desta mesma natureza, teríamos mais de R$ 50 milhões de recursos para investir nesses programas”, declarou o parlamentar, sugerindo uma pressão no Legislativo estadual e federal para tal finalidade.

“Aproveitando, eu encaminhei indicação à Seppir para a criação de um observatório contra o racismo na Copa do Mundo de 2014. Essa ação vai para além do combate ao racismo, mas a toda forma de exploração sexual contra nossas crianças e adolescentes, que possivelmente vai ocorrer em nosso país, durante o Mundial”, afirmou Luiz Alberto.

Elias Sampaio, secretário de Promoção da Igualdade, explicou que os programas trazem, de forma articulada, integrada e bem estruturada, garantias ao estado da efetivação das políticas de combate ao ódio religioso e ao racismo, presentes ainda no estado cujos afrodescendentes representam cerca de 70% de sua população – e, na capital, são mais de 80%. Para o secretário, o desafio, em alguns municípios, é romper a defasagem existente neste setor da máquina pública, devido ao fato de eles focarem outras demandas.

Última fronteira do racismo



“Esses projetos são para enfrentar a mentalidade, a última fronteira do racismo na sociedade”, ressaltou a socióloga Vilma Reis, presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN). Já para Maria Célia Padilha, defensora Geral da Defensoria Pública do Estado, se hoje ainda há elevados índices de discriminação racial e intolerância religiosa é porque não se investiu, no passado, em uma boa educação e em distribuição de renda.

O presidente da Fundação Pedro Calmon, o intelectual Ubiratan Castro, foi também enfático: “Democracia no Brasil não existirá se não for uma democracia racial, que inclua a bandeira da igualdade”. E finalizou: “No Brasil, racismo nunca mais”!

O deputado estadual Bira Coroa (PT), informou que a Comissão de Igualdade Racial da Assembleia Legislativa da Bahia apresentou um projeto de lei para a criação de delegacias especiais de combate aos crimes de racismo, intolerância religiosa e homofobia. “Municipalizar é o meio mais propício para o enfrentamento da ação do racismo e intolerância em nosso estado”, disse.

“Uma das formas de racismo na Bahia é o jeito como as escolas públicas foram renegadas. Então, um forte combate ao racismo será resgatar o ensino público”, declarou Osvaldo Barreto, secretário de Educação do Estado. O secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Almiro Sena, por sua vez, afirmou que sua pasta está “linkada” aos projetos da Sepromi: “A população negra, hoje, está cada vez mais empoderada e o caminho é, realmente, este que vislumbram os programas: integrar todo o governo na luta pela igualdade racial”.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Fique ligado na Programação Azoany!!!


terça-feira, 19 de julho de 2011

Assista vídeo das atividades da XII Caminhada Azoany

Balaio de Ideias: Poucas palavras, muita sabedoria


Maria Stella de Azevedo Santos

A cultura africana sugere que o que existe em potencial no universo pode ser materializado pela palavra. Além da palavra, a memória também é reverenciada pela oralidade. Os fatos passados são reavivados pela memória e re-atualizados pelos rituais. No Candomblé, a vivência mítica das divindades é cantada e contada através do que é chamado de Corpo das Tradições Orais, do qual os provérbios, ówe na língua yorubá, fazem parte.

Os provérbios fazem parte da oralidade africana, mas também de todos os outros continentes. É universal a maneira de falar em frases curtas e expressivas. Aristóteles disse: “relíquia que, em virtude de sua brevidade e exatidão, salvaram-se dos naufrágios e das ruínas das antigas filosofias”. Os provérbios podem ser conceituados como: Enunciados breves, de origem desconhecida, que expressam uma sabedoria a ser utilizada em qualquer tempo e lugar; Frases sintéticas, cujos conteúdos condensados expressam grande sabedoria; Fontes de prazer que, pela sua estrutura, possibilita ao cérebro fixar mensagens que colaboram para que o homem se harmonize consigo e com o outro.

Diz-se que uma frase expressiva é um provérbio quando: sua origem é desconhecida porque seu autor se perdeu no tempo, uma vez que geralmente é pronunciada de maneira natural a partir de uma determinada situação; torna-se popular, porque sendo criada a partir de uma circunstância particular, passa a ser utilizada pela população em geral, sempre que circunstâncias semelhantes voltam a acontecer; é universal, pois muitas frases curtas e com sentido são pronunciadas, mas só se tornam provérbios aquelas que possuem caráter universal, de forma ampla ou restrita – uma comunidade, por exemplo.

Hoje é muito comum chamar um agrupamento de pessoas, que na maioria das vezes possui a população de uma cidade de porte médio no nosso país, de comunidade. Nada errado quanto a isso, pois comunidade pode ser definida como ”qualquer grupo social cujos membros habitam uma região determinada, têm um mesmo governo e estão irmanados por uma mesma herança cultural e histórica”. Como também: Grupo de pessoas que comungam uma mesma crença e que se submetem a uma mesma regra religiosa. O Ilê Axé Opo Afonjá pode ser definido de acordo com esse último conceito de comunidade, onde os provérbios são bastante utilizados. Seguem alguns exemplos:

Você foi coroado rei, mas continua fazendo encantamentos para obter boa sorte. Você quer ser coroado Deus?

Quem está sufocado por dívidas não deve viver como um lorde.

Ninguém grita de dor quando cuida de suas próprias feridas.

A pessoa que trabalha duro, ganha a inimizade do desocupado.

Aquele que cai no buraco ensina aos que vêm atrás a terem cuidado.

Aquele que bate palmas para que o louco dance é tão louco quanto ele mesmo.

A boca que não se cala e os lábios que não deixam de se mexer só trazem problemas.

A boca não pode ser tão suja que seu dono não possa comer com ela.

O desconfiado sempre pensa que as pessoas estão falando mal dele.

Quem não sabe construir uma casa, monta uma barraca.

Somente um barril vazio é que faz barulho, um saco cheio de dinheiro permanece silencioso.

O que eu quero comer você não quer comer, devemos comer separados.

As características dos ditados populares fazem deles excelentes instrumentos de trabalho educacional. São características como: Brevidade – frases curtas que facilitam o registro e memorização da verdade embutida neles; Agudeza – fazem uma crítica da vida, usando uma dose de ironia, que facilita a reflexão sobre o tema criticado; Fontes de Prazer – os provérbios produzem prazer, não só pela agudeza, mas também por possibilitar o registro e fixação de uma sábia mensagem, tendo a energia mental economizada.

Os provérbios, portanto, podem e devem ser utilizados no sistema formal de educação, não só na área de Língua Portuguesa, mas em várias outras áreas. O ditado popular, em forma de sotaque – um dito picante – “quem nasceu para dez réis, nunca chega a vintém”, é excelente para falar dos tipos de dinheiro na história do nosso país.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Globo Repórter: O poder do Machado de Xangô











Fonte: http://www.youtube.com

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ata da 1º Reunião da Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Tradicionais de Terreiro

A FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DAS COMUNIDADES TRADICIONAIS DE TERREIRO se reuniu hoje, com a presença do CEN (Iyáègbè Patricia da Oxum), FOAFRO (Ogã Luiz Alves), CETRAB (Osmaldo), e os Assessores Parlamentares: Dep.Érika Kokay – PT/DF, (Silvia); Dep. Amauri Texeira PT/BA (Jorge Araújo), Dep. Valmir Assunção PT/BA (Mayrá Lima), Dep. Luiz Alberto PT/BA (Toni Bochat), Dep. Janete Pieta PT-SP (Joseane Lima); Dep. Domingos Dutra PT/MA (Simone Carvalho) e representando a SEPPIR o Assessor Parlamentar – Renato Ferreira.

Após a apresentação de todos, a Silvia explanou sobre o objetivo da reunião no qual evidenciou a importância do trabalho em conjunto dessa frente, por isso o trabalho seria feito em duas etapas, primeiramente as discussões desse GT e posteriormente a reunião com os deputados para fecharmos.

Iyá Patricia (CEN-DF) expôs a Proposta do CEN e FOAFRO já apresentada aos parlamentares na sensibilização da Frente:
1) Promover, no marco legislativo, ações em defesa das religiões de matrizes africanas, pela liberdade de culto e contra a intolerância religiosa;
2) Propor leis que dêem as casas religiosas de matrizes africanas os mesmos tratamentos que outras tradições religiosas gozam em nosso país;
3) Fiscalizar o Poder Executivo para que este aplique as políticas públicas às comunidades de terreiro propostas por elas mesmas e por organizações a elas ligadas;
4) Fortalecer o diálogo inter-institucional entre os três poderes de República para fazer valer as leis que defendem a liberdade religiosa em nosso país;
5) Promover ações que efetivem a liberdade religiosa tais como audiências públicas, seminários e eventos que ensejem em si a defesa do direito de culto;
6) Propor ações ao Executivo tais como a realização da Conferência Nacional Sobre Liberdade Religiosa, objetivando fazer com que os setores religiosos do país dialoguem entre si e construam um pacto de não-agressão;
7) Ainda no marco legislativo, agir para que o Estado, em suas esferas Federal, Estaduais e Municipais, não se torne, ele mesmo violador ao direito de culto no Brasil, com ações que visem destruir o patrimônio religioso das casas de terreiro).

O Ogã Luiz Alves (FOAFRO/CEN), colocou logo após o quadro em que se encontra as comunidades de terreiros referente à violência, agressões e derrubadas e que em um país laico, ainda se apresenta na própria casa total desrespeito, quando se privilegia as religiões cristas, reforçado na fala da Iyá Patricia .

Joseane levantou a importância de se fazer com que a casa tenha conhecimento dos fatos que estão acontecendo, sugerindo uma audiência pública. O que foi reforçado na fala da Mayrá, ampliando para uma Audiência Pública mostrando o Mapa da Intolerância Religiosa, bem com, uma exposição
de fotos. Mayrá também colocou que tem consciência que nossa trajetória não vai ser fácil, mas que temos que enfrentar e buscar nosso espaço.

Jorge Araújo sugeriu montarmos um plano de trabalho, saindo dessa reunião com tarefas a serem desenvolvida, mas ressaltou que a primeira delas é fechar as assinaturas e que devemos fazer um Seminário das Comunidades Tradicionais de Terreiro.
Toni falou da proposta do estatuto. Silvia informou que o dep. Erika Kokay já havia feito a solicitação da Audiência contra a Intolerância. Dentro deste contexto ficou resolvido que:
1. As dep. Erika, Janete e os dep Valmir e Domingos, ficarão responsáveis de recolher as assinaturas na primeira semana de agosto;
2. Toni fará a proposta de estatuto;
3. Silvia, Simone e Iyá Patricia, ficaram responsáveis pela Audiência Pública sobre a Intolerância religiosa, onde será apresentado o Mapa da Intolerância Religiosa;
4. Exposição de fotos sobre as comunidades de terreiro ficou sob responsabilidade de Mayrá, Jorge, Ogã Luiz e Joseane.

Ao final da reunião Iyá Patrícia apresentou email enviado por Marcio Alexandre Gualberto (Coordenador Geral do Coletivo de Entidades Negras – CEN), sobre um incêndio criminoso ocorrido numa casa de santo em Curitiba e Renato Ferreira ficou de encaminhar a questão à Ouvidoria da Seppir.

A próxima reunião ficou marcada para o dia 05 de agosto, ás 15h no mesmo local.

Fonte: www.cenbrasil.org.br

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Encontro dos Orixás

sábado, 9 de julho de 2011

Exército abre espaço para religiões de matriz africana e indígenas

Ontem foi um dia muito especial para mais um passo na batalha pela defesa da liberdade religiosa

e contra a intolerância. Pela primeira vez desde 1920, representantes das religiões de matrizes africanas participaram da comemoração da Páscoa Militar, organizada pela representação do Exército em Salvador (a VI Região Militar).

O evento foi no Quartel da Mouraria e contou com a participação de sacerdotes e sacerdotisas ilustres das religiões afro-brasileiras em Salvador, como Tata Anselmo do Mokambo; Babá PC do Oxumaré; Ebomi Nice de Oyá da Casa Branca; professor Jaime Sodré; Tata Eurico; Tata Esmeraldo Emetério, dentre muitos outros. Dentre os representantes de outras religiões, destaque para o querídissimo pastor Djalma Torres, que tem um belíssimo trabalho na área de promoção do diálogo interreligioso, e o pastor Fernando Carneiro que segue este caminho também.

A vitória é do Neafro (Núcleo de Estudos das Religiões Afro Indígenas do Exército) que surgiu no ano passado já sob a inspiração do Nafro-PM (Núcleo de Estudos das Religiões de Matrizes Africanas da Polícia Militar da Bahia) .

Há seis anos, liderados pelo tata de inquice e bravo sargento Eurico Alcântara, um grupo de PMs procurou o comando da PM para questionar o porquê das religiões de matriz africana não ter representação num congresso religioso da corporação. Receberam a resposta que eles não estavam organizados. Eles então pediram a autorização e o grupo que era formado por apenas seis aumentou em um mês para 200 PMs que declararam seu pertencimento afrorreligioso.

A experiência e sucesso do Nafro PM serviu de base para o surgimento de uma associação parecida na PM de São Paulo e agora no Exército. Já há, inclusive, a mobilização para ações semelhantes também na Marinha e Aeronaútica.

Para saber mais sobre o evento leiam a matéria de Maria Rocha publicada na edição de hoje de A TARDE (1º caderno, pg. A5).

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Lançamento da Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Tradicionais de Terreiro


No dia 29, ocorreu no plenário 12 do corredor das comissões da Câmara dos Deputados em Brasília, o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Tradicionais de Terreiro. 

O evento sob a coordenação do Gabinete da Deputada Érika Kokay - DF, contou com a participação de vários outros Deputados entre eles a Dep. Janete Rocha Pietá PT - SP, o Dep. Vicentinho PT- SP, devido as atividades parlamentares no dia vários parlamentares passaram pelo plenário dando sua fala de apoio ao movimento, contou ainda com a participação de membros do Movimento Negro, e Religioso entre eles CETRAB e CEN. 

O dispositivo da mesa contou com a participação de membros afro religiosos e da representação governamental Federal e do DF. O destaque ficou com a Iyá Dadá 93 anos que conquistou a todos com sua simpatia e sorriso largo. A abertura ficou por conta de Iyá Sueli que fez a saudação a Esú, Sangô e Oyá. Durante o evento foi levantado a importância de tal movimento para a comunidade religiosa afro e brasileira levando-se em conta a importância de uma maior visibilidade na esfera legislativa naquela casa de leis. Foi levantado também a situação atual de nossa religiosidade em esfera nacional onde casas continuam sendo invadidas, religiosos continuam sendo agredidos verbal e fisicamente. Foi destacado que a solução dos problemas passam primeiro por fazer valer nossos direitos de acordo com que reza a constituição. 


Um dos ricos momentos foi quando Dra. Jô da Coppir DF lembrou de sua origem e falou do seu orgulho de ser filha de quebradeira de coco e lavadeira, hoje a advogada e presidenta da COPPIR DF se coloca à disposição da comunidade afro religiosa para orientar nas ações de impedimento de derrubadas de terreiros na capital. Iyá Patrícia nos contou da trajetória de sua mãe Iyá Lídia de Osun que já há tempos atrás sofreu por parte do governo do DF o mesmo tratamento que muitos hoje recebem tendo suas casas derrubadas sob o manto da intolerância governamental perante às religiões de matriz africana e brasileira. Pai Michael contou um histórico sobre a formação do Foafro - DF e de suas ações. 

O evento contou ainda com uma exposição de fotografias em 3D sobre a comunidade afro religiosa de Brasília e Entorno. Pai Joel de Oxalá (candomblé) e Mãe Dadá (umbanda) fizeram as orações de encerramento.

Essa e outras fotos podem ser verificadas aqui.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Frente em defesa das comunidades tradicionais de terreiro

No dia 29/6, foi lançada a Frente Parlamentar em Defesa das Comunidades Tradicionais de Terreiro.O deputado Valmir Assunção (PT/BA) defende as religiões de matriz africanas como um espaço de educação, cultura e religião. “Ao longo dos anos a religião de matriz africana permaneceu resistindo. Nós temos que avançar, até porque os terreiros prestam serviços sociais à comunidade, e lógico, um espaço de celebrar a sua crença, o seu culto”, afirma.
A Frente Parlamentar vai discutir um plano de promoção dos direitos das comunidades tradicionais de terreiro, abordando a questão fundiária, liberdade religiosa, questão cultural, geração de renda, entre outros assuntos. Para a deputada Erika Kokay (PT/DF), a liberdade religiosa passa pela valorização das comunidades de terreiro. “E quando nós falamos da necessidade de ter um plano de promoção das comunidades de terreiro, nós estamos falando da liberdade religiosa, mas estamos falando de uma cultura que nós temos que preservar. Porque senão, nós não preservamos a nossa brasilidade. A nossa brasilidade é negra. E a nossa brasilidade é de terreiro também. A umbanda é brasileira”, explica.
A Frente Parlamentar já propôs uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e já realizou uma reunião com presidência da Terracap (DF), no intuito de reivindicar espaços para os terreiros do DF.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Minorias se unem contra ensino religioso obrigatório no Rio

Se tudo sair como planeja o prefeito Eduardo Paes (PMDB), em breve as 1.063 escolas municipais da cidade do Rio de Janeiro passarão a contar com ensino religioso. Para levar à frente a medida, a prefeitura terá de contratar 600 novos professores, o que deve causar um impacto orçamentário anual de aproximadamente R$ 12 milhões. Embora a lei determine a obrigatoriedade do ensino nas escolas públicas, a frequência será facultativa. Na Câmara Municipal o debate pega fogo.

Audiência pública realizada nesta terça-feira (14) mostrou que além de polêmica, a lei pode aumentar as pilhas de processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Representantes das minorias temem o aumento do preconceito entre estudantes e suas famílias e argumentam que a proposta fere o artigo 19 da Constituição, que garante o Estado laico.

Porém, o ensino religioso também está previsto no artigo 210 da Carta Magna e conta com o respaldo do artigo 33 da lei 9.394 das Diretrizes e Bases da Educação Nacional – cujo conteúdo levou o Ministério Público Federal a entrar com uma ação de inconstitucionalidade que foi acolhida pelo STF, mas ainda aguarda parecer final.

“O ensino religioso já existe nas escolas estaduais do Rio. E nós sabemos que todas as vezes em que os segmentos mais hegemônicos entram na escola, eles começam a fazer a cabeça de alunos para entrarem nas suas religiões e perseguirem as religiões de matrizes africanas”, reclama o babalaô Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa. Ele afirma que se a pluralidade das diferentes religiões não for respeitada, irá recorrer ao STF. “Se houver cerceamento às religiões de matrizes africanas vamos recorrer ao Judiciário. Ou é para todo mundo ou não é para ninguém”.

Apresentado à Câmara no dia primeiro de abril, o projeto chegou com a recomendação de que fosse votado em caráter de urgência. Porém, depois do escândalo com a compra milionária dos automóveis Jetta para os parlamentares da Casa, os 51 vereadores optaram por não jogar lenha em mais nenhuma fogueira. Assim, foi o próprio líder do governo, Adilson Pires (PT), que retirou a proposta da pauta, para que fosse realizada uma audiência pública. Ainda não foi estabelecida nova data para a votação.

Em fevereiro, o Conselho Municipal de Educação emitiu um parecer contrário à proposta.

No projeto de lei nº 862/2011, o Prefeito Eduardo Paes explica que para cumprir “preceitos constitucional e infraconstitucional” os futuros professores de ensino religioso terão de ter como “formação mínima a licenciatura plena em Sociologia, Filosofia ou História, ou bacharelado em teologia desde que comprovada, também, licenciatura plena em outros campos específicos do conhecimento que constituam disciplinas obrigatórias do ensino fundamental”.

Representante do Conselho Nacional de Educação (CNE) no Rio de Janeiro, o professor de Sociologia da Educação da UFRJ Luiz Antônio Cunha recomendou aos edis que aguardem a formação de uma comissão intercameral, que irá estudar a questão e propor normas que orientem a oferta do ensino religioso nas escolas públicas, antes de cabalarem votos a favor ou contra o projeto.

“Pesquisas realizadas por docentes da UFRJ e da USP mostram que o ensino religioso tem sido evocado como um mecanismo de controle individual e social supostamente capaz de acalmar os indisciplinados, de conter o uso de drogas, de evitar a gravidez precoce e as doenças sexualmente transmissíveis”, afirmou Cunha, sem no entanto sinalizar com uma data para a apresentação das normas indicativas.

O vereador Paulo Messina (PV), presidente da Comissão de Educação e Cultura na Câmara de Vereadores do Rio, apresentou uma emenda ao projeto. Ele quer que, além de opcional, o ensino religioso seja oferecido fora do horário mínimo das 800 aulas anuais de aula. "Isso limitaria a proposta a ser aplicada apenas nas escolas que oferecem horário integral o que hoje, no Rio, não passa de 200", disse o vereador, que é contra o projeto.

Fonte:

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Atôtô!

sábado, 14 de agosto de 2010

Homenagem a Obaluaê e São Roque


Este mês de agosto é rico em diversidade de festas religiosas. Por conta da associação entre São Roque, que vai ser festejado na próxima segunda-feira, com Obaluaê, título para o orixá Omolu que governa e controla principalmente as doenças de pele, são várias as reverências para esta divindade da nação ketu e semelhantes na nação angola como Kavungo e Azoany da jeje.

Como homenagem estou publicando aqui, dividida em duas partes, uma história deliciosa, das muitas narradas, pelo professor Ubiratan Castro de Araújo no livro Sete Histórias de Negro, publicado em 2006, ampliado com Histórias de Negro, lançado no ano passado.

Desde a primeira vez em que li o conto numa das edições da revista da Fundação Cultural Palmares fiquei encantada e ri muito. O estilo leve e cheio de humor do professor é inconfundível. Lendo, parece que a gente o está ouvindo falar.

Por isso achei que esta era uma boa homenagem a Obaluaê, a quem o professor Bira tem a sua cabeça consgarada. Atotô!

E atenção professores: vale como suporte didático para aplicação da Lei 11.645/08, que reformou a Lei 10.639/3 estabelecendo, além do ensino de História da África e Cultura Afro-Brasileira, a História e Cultura Indígenas.
Fonte: Mundo Afro

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Casa de Santo (2005)

SINOPSE – A religiosidade do povo-de-santo de Maragojipe, cidade histórica do Recôncavo baiano, é detalhada no documentário. Poucas cidades brasileiras possuem a característica religiosa desse município, registrado aqui nas suas mais importantes manifestações, como a festa do caboclo, entre outras. Pastori também documenta, pela primeira vez, o Terreiro do Pinho, que segue os preceitos Jeje e foi fundado em 25 de dezembro de 1658.

Orixás: Oxum