Pelo décimo quarto ano consecutivo a Associação Comunitária Alzira do Conforto...

... realiza, no mês de agosto, a Caminhada Azoany, evento realizado no dia de comemoração a São Lázaro, que consiste em um cortejo com saída do Pelourinho até a Igreja de São Lázaro, no Bairro da Federação, momento onde os adeptos da religião de Matriz Africana, (candomblé) agradecem ao Orixá, Inkisse.

Azoany, com é conhecido no Jejé, é o Deus de saúde e morte, o Orixá, Inkise que esta em plena consonância e contato com a humanidade, buscando através do dia a dia a solução de problemas que atingem a matéria humana.

No dia 16 de agosto de 2012 completou 14 anos que um grupo de pessoas ligadas ao Candomblé e a Igreja Católica, resolveram partir do Pelourinho em direção a Igreja de São Lázaro, para comemorar o dia de São Lázaro e Azoany (Omolú, Obaluaê), para reverenciar e cumprir promessas em agradecimento. Atotô, Obaluaê!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A UFBA lança curso inédito em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça


Por Athylla Borborema
A UFBA – Universidade Federal da Bahia acaba de lançar uma pós-graduação inédita, que trata-se de uma pós-graduação em Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça, em nível de aperfeiçoamento e especialização que será ministrada na UAB – Universidade Aberta do Brasil, Pólo de Itamaraju. O objetivo é formar profissionais aptos a atuar no processo de elaboração, aplicação, monitoramento e avaliação de projetos e ações de forma a assegurar a transversalidade e a intersetorialidade de gênero e raça nas políticas públicas.
Os cursos terão início em outubro de 2012, se estendendo até julho de 2013 para o curso de aperfeiçoamento e novembro de 2013 para o curso de especialização. As aulas presenciais acontecerão nos municípios pólos, com intervalos médios de 2 meses de acordo com calendário previamente divulgado. O curso está estruturado para ser desenvolvido na modalidade semipresencial, sendo cerca de 80% das atividades na modalidade à distância, on-line, assim distribuídas.
Para se inscrever na pós-graduação a pessoa precisa ter concluído a sua graduação superior e para o curso de aperfeiçoamento o aluno basta já ter concluído o ensino médio. Poderão se inscrever servidores federais, estaduais e municipais, membros de entidades sociais e de organizações institucionais ou que trabalham com a temática de gênero e da igualdade étnico racial, gestores das áreas de educação, saúde, trabalho, segurança e planejamento.
Segundo a professora Délia Ladeia, coordenadora do Pólo da Universidade Aberta do Brasil, em Itamaraju, a temática é relevante, atual e colabora na melhoria da gestão pública na região. São 50 vagas na modalidade especialização, com 420 horas aula, e 70 vagas na modalidade aperfeiçoamento, com 300 horas aula. Os cursos são gratuitos e as inscrições já estão abertas, no período de 1º a 31 de agosto de 2012. Os contatos serão pelos telefones (73) 3294-3625 ou 9192-0323. O edital de seleção com todas as informações necessárias está disponível aqui.
Compartilhada por Arnaldo Ramos.
http://www.teixeiranews.com.br/news2/news.php?id=15114&sess=3

Justiça recebe denúncia por racismo contra professora da UFPR

O juiz Mauro Bley Pereira Junior, da 3ª Vara Criminal de Curitiba, recebeu denúncia formulada pelo Ministério Público (MP) do Paraná contra uma professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) acusada de racismo. Conforme a denúncia, a professora Ligia Regina Klein, do setor de educação da Universidade Federal do Paraná, teria feito o seguinte comentário dentro de uma sala de aula, dirigindo-se a duas estudantes negras: “Vocês, só fazendo lanchinho. Duas macaquinhas comendo banana. Eu também gosto de banana em doces, bolos”.
O fato, ocorrido na noite do último dia 11 de abril, envolveu as alunas Eliane Regina Graciano e Kely Cristina Cunha, ambas do segundo ano do curso de pedagogia. Logo em seguida, ainda de acordo com a denúncia, a professora teria se aproximado novamente das alunas, que haviam esquecido de levar um texto que seria analisado em sala, e dito a uma delas: “Esqueceu de trazer o texto, mas a bananinha não esqueceu, né”.
“Analisando a denúncia e os documentos juntados, observam-se indícios da alegada injúria na utilização de elementos referentes à raça e cor, e da autoria delituosa da acusada, pelo que recebo a denúncia”, diz trecho de despacho assinado no último dia 30 de julho por Pereira Junior. O magistrado determinou a citação da professora para que, em prazo de dez dias, ofereça uma resposta à acusação por meio de um advogado.
Baseada em inquérito policial, a denúncia do MP havia sido protocolada no último dia 17 de julho. A promotora Marilú Shnaider Paraná de Sousa aponta no documento que, “em tese”, a professora cometeu crime previsto no Artigo 140 do Código Penal, cujo parágrafo terceiro trata de injúria racial. A pena prevista é de reclusão de um a três anos, além de multa. Essa sanção pode ser aumentada em um terço no caso de crime cometido na presença de várias pessoas. A promotora sugere que, além das duas vítimas, seis testemunhas sejam ouvidas no processo.
“Houve pressões corporativas dentro da universidade para que as alunas não registrassem o caso na delegacia de polícia. Não é por acaso que o intervalo entre o fato e o boletim de ocorrência é 20 dias”, disse o advogado André Nunes da Silva, que defende as duas estudantes. “Tentaram colocar panos quentes, desqualificando a denúncia e dizendo que a repercussão do caso afetaria a universidade. Em um segundo momento, iremos ingressar com uma outra ação contra a UFPR por causa desse constrangimento.”
Em seu depoimento à polícia, a professora Ligia disse que suas declarações foram motivadas por uma “lembrança afetiva da infância”, quando ela era chamada de “macaquinha” por seu irmão, pelo fato de gostar de comer bananas.
Procurada pela Agência Brasil, Ligia disse que ainda não foi citada a respeito da decisão do juiz e que ainda não leu a denúncia do MP. “A delegada da Polícia Civil havia dado um parecer pelo arquivamento do caso por falta de indícios de crime. Então houve uma posição diferente do MP”, disse a professora. “A minha afirmação foi retirada do contexto, não tive intenção de ofender, foi uma manifestação carinhosa.”
Ligia também argumenta que sempre atuou em defesa dos direitos das minorias, é favorável às cotas raciais e respeita o movimento negro. “Racismo é uma coisa abominável. Agora, há racismo e há interpretações muito rigorosas de palavras retiradas do contexto.”
A professora da UFPR negou ainda que tenha havido pressão contra as alunas e ressaltou que pediu desculpas a elas após o episódio “por uma eventual dor” que sua declaração tenha provocado. “Fiquei muito chateada. Aguardo a Justiça se pronunciar. Estou tranquila.”
A aluna Eliane disse à Agência Brasil que as manifestações de racismo são naturalizadas na fala das pessoas e que o objetivo da denúncia é fazer com que a sociedade reflita sobre esse fato. “Tudo que as pessoas falam traz consequências, tanto que elas às vezes acham que é só uma brincadeira, mas não é”, explicou Eliane. “O episódio foi divulgado nas redes sociais. Depois dele alguns professores pararam de conversar com a gente. Sorte que depois começou a greve dos professores das universidades federais, porque talvez eu não tivesse condições de continuar estudando.”
A respeito de uma eventual pressão para que o caso não fosse levado à Justiça, a aluna disse que ela e sua colega não tiveram assessoria jurídica durante a tentativa de mediação feita por professores da universidade. “A comissão tinha muito mais professores do que alunos, não tinha ninguém do centro acadêmico. Eles queriam transformar tudo em um mero mal entendido.”
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http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI6066682-EI8266,00-Justica+recebe+denuncia+por+racismo+contra+professora+da+UFPR.html

BA: Incra e Fundação Palmares devem se manifestar sobre Quilombo

O governo federal decidiu incluir o Instituto de Colonização Nacional e Reforma Agrária (Incra) e a Fundação Palmares no processo que discute a posse da área do Quilombo Rio dos Macacos, na Bahia. De acordo com o chefe de gabinete da Secretaria Geral da Presidência da República, Diogo Sant’Ana, as duas entidades, que reconheceram o território como remanescente de quilombo, devem se manifestar no processo informando a conclusão do estudo antropológico realizado.
“O Incra e a Fundação Palmares devem se manifestar no processo. Essas entidades vão tomar a iniciativa de informar à Justiça que há uma certificação e um relatório em curso, identificando que a área é coincidente entre a Marinha e o quilombo. Dessa forma, não cabe, no nosso entender, uma ação de reintegração de posse. O governo que evitar a todo custo que haja uma reintegração de posse forçada na região”, disse Sant’Ana.
O quilombo fica próximo à Base Naval de Aratu, no município de Simões Filho, região metropolitana de Salvador. A área é reivindicada na Justiça pelas famílias de quilombolas e pela Marinha do Brasil, que instalou uma vila militar no terreno.
Na opinião de Sant’Ana, a decisão da Justiça Federal tomada no dia 3 de agosto, que determina a saída dos quilombolas da área, interfere de forma negativa nas negociações que estão em curso entre o governo e a comunidade que ocupa o terreno. “Essa decisão só prejudica os esforços que estamos fazendo para se chegar a uma solução consensual”, disse Sant’Ana.
A decisão de reintegrar a área foi tomada pelo juiz Evandro Reimão dos Reis, da 10ª Vara Federal Cível da Bahia, em sentenças idênticas proferidas sobre dois dos três processos que correm na Justiça sobre o assunto. Os processos, no entanto, não fazem referência às petições protocoladas pela Advocacia-Geral da União (AGU) pedindo a suspensão da reintegração de posse pelo prazo de 90 dias.
“O fato concreto é que as petições não foram consideradas pelo juiz que proferiu a sentença. No nosso entender, essa é uma decisão equivocada”, disse o representante do governo.
Diogo Sant’Ana é quem coordena o diálogo de setores do governo com os quilombolas. Em reunião no último dia 31 de julho, as duas partes chegaram a firmar um acordo de diálogo, que incluía a suspensão da reintegração de posse pedida pela AGU.
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http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6067821-EI306,00-BA+Incra+e+Fundacao+Palmares+devem+se+manifestar+sobre+Quilombo.html

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O documentário “Eu Existo”, sobre os moradores de rua


 Por Adamastor Documentário

“Eu Existo”, produzido pelo Centro Acadêmico XI de Agosto sobre a questão dos direitos humanos no centro de São Paulo, denuncia tratamento cruel dado aos moradores de rua no centro de SP. O curta-documentário “Eu Existo” se propõe a tirar os moradores de rua da invisibilidade a qual estão condenados, colocando-os como agentes políticos capazes de expor os próprios problemas e de sugerir mudanças. Por meio de reveladores depoimentos e um toque de arte, “Eu Existo” traz a denúncia de gravíssimas violações de direitos humanos, estimulando um novo olhar da sociedade em relação à situação de rua e quebrando mitos e tabus. “Eu existo” será utilizado como forma de pressão para que os candidatos à prefeitura assumam um compromisso com relação à efetivação dos direitos humanos na região central da cidade. - 
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-documentario-eu-existo-sobre-os-moradores-de-rua

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

‘Não existe perdão para racismo’, diz vereador judeu

Parlamentar que comparou colega judeu a Hitler, e depois afirmou que “tudo não passou de uma brincadeira”, vai responder ação na Justiça Federal.
O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Isaac Tayah (PSD), afirmou, nesta quarta-feira (8), que vai mover ação na Justiça Federal contra o vereador Mário Frota (PSDB) por racismo, calúnia e difamação.
Em seu blog pessoal, Mário Frota publicou imagem em que Tayah aparece vestido de Adolf Hitler, ditador alemão que comandou o massacre de milhões de judeus. Isaac Tayah pertence à comunidade judaica.
O vereador Mário Frota afirma que tudo não passou de uma “brincadeira”. Mas o presidente do Legislativo Municipal diz ter sido ofendido e que não vai relevar a afronta.
“Não existe perdão para racismo”, disse Tayah, ao responder se estava disposto a perdoar o colega. “Não posso deixar por menos. Nem que dure dez anos (o processo na Justiça), ele vai responder”, sustentou.
O presidente da CMM informou que só aguarda a conclusão de peça judicial, feita por seus advogados, para mover ação contra o colega na Justiça Federal. “Ele (Mário Frota) poderia ter me comparado a uma bailarina, mas não a Hitler. Ele queria gerar polêmica”.
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http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/direitos-humanos/260-noticias-direitos-humanos/15132-nao-existe-perdao-para-racismo-diz-vereador-judeu

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

III Encontro de Mulheres de Axé



No últimos dias 9 e 10 de março de 2012 aconteceu no Rio de janeiro, o III Encontro Nacional Mulheres de Axé organizado pela Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde. Cultne se fez presente como parceiro do projeto, registrando as imagens com Vik Birkbeck e Alexandre “Xandão”, finalização Pedro Oliveira e edição e direção de Filó Filho. O encontro contou com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, Ministério da Saúde e Fundo de População das Nações Unidas. O evento tem como objetivos: contribuir para o fortalecimento do ativismo das mulheres de terreiros e para a ampliação da participação das mulheres nos espaços de defesa dos direitos e controle social de politicas públicas, qualificar as informações sobre direitos sexuais e reprodutivos, estimular o desenvolvimento de ações de promoção dos direitos e da autonomia das mulheres.

sábado, 4 de agosto de 2012

Fórum Social Mundial 2013 acontecerá em Tunis de 23 a 28 de março


Adital - O Conselho Internacional (CI) do Fórum Social Mundial (FSM) se encontrou de 15 a 17 de julho em Monastir, Tunísia, para debater a nova dinâmica social e política mundial com o surgimento de movimentos de resistência em diferentes partes do globo, conversar sobre a organização da próxima edição do FSM, o futuro do CI e o processo do fórum. Na oportunidade, foi anunciado que o próximo FSM acontecerá de 23 a 28 de março de 2013, em Tunis, capital da Tunísia.
Ano passado, a África do Norte foi escolhida para realização do evento, com o fim de aprofundar a relação do processo do fórum com novos atores sociais no mundo e com a dinâmica do mundo árabe e suas revoluções, iniciadas no final de 2010. Egito e Tunísia (primeiro país a derrotar sua ditadura, de Ben Ali) foram cogitados, mas o CI avaliou que a situação está mais controlada e calma na Tunísia, apesar de não totalmente estável, explicou Damien Hazard, da diretoria executiva da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong).
Ele ressalta que o país quer estimular o turismo para sustentar sua economia. A expectativa política agora é sobre de eleições locais no ano que vem, no qual a sociedade civil está engajada. A previsão era para março, mas o governo não está preparado, “e a realização do FSM em Tunis deve contribuir para adiar a data das eleições, segundo o primeiro ministro em audiência com uma comissão do CI”.
Os eventos
A reunião teve a presença de novos atores mobilizados contra o neoliberalismo, que ajudou a dinamizar o CI e dar consistência ao relacionamento do processo FSM com os movimentos. Participaram atores sociais das regiões do Magreb e Mashreq.
Representantes de outros países da África, Ásia, América Latina, Europa e América do Norte também estiveram presentes. Teve destaque nos eventos as vozes dos movimentos do Québec, Occupy WallStreetdos EUA; Y´en a marre! do Senegal (em tradução livre: “Basta, poxa!”), do povo Sahraoui da região sub-sahariana do Marrocos, da juventude tunisiana, de artistas da região e dos movimentos de mulheres. Do Brasil, participaram o Grupo de Articulação Política (Grap), CUT, Ciranda, União Brasileira de Mulheres, escritório do FSM e Abong.
Foram criados grupos de trabalho compostos por pessoas da Tunísia e região, e por representantes internacionais. Também foi criada uma comissão para a realização da próxima reunião do Conselho e outra para analisar o processo do FSM, do CI e de suas diversas instâncias.
Assembleia preparatória
Em Monastir também aconteceu a assembleia preparatória da região de Magreb-Mashreq, entre 12 e 14 de julho. Magreb inclui os países do Norte da África: Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia e parte da Mauritânia e do Saara Ocidental. O Mashreq é o prolongamento do Magreb para o leste, ou seja, para parte do oriente médio e da península arábica. Inclui o Egito, Jordânia, Líbano, Palestina, Síria, Arábia Saudita, Sudan, Iraque, Catar, Barein, Oman, Kuwait e Emirados Árabes.
A programação da assembleia começou no Forte Ribat. A abertura contou com discursos de movimentos da região, atuações de jovens grafiteiras/os tunisianos e música regional. Nos dias 13 e 14 foram realizadas oficinas temáticas.
As oficinas foram seguidas de debates e plenárias. Nestas, as principais questões debatidas foram a conjuntura após os levantes populares na região, os conflitos ainda existentes em países como Síria e Iêmen, o islã político, os casos da Palestina e do povo sahraoui da região sub-sahariana, o modelo extrativista, o acesso a recursos para população, a violência e a tortura contra defensores de direitos humanos e as migrações (principalmente entre África e Europa).
Com informações da Abong
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cat=7&cod=69380

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Porque Enfeitamos a Árvore de Iroko?


Já falamos sobre a roupa que veste Ògún, o Màrìwò. Hoje, vamos falar um pouco sobre a importante Árvore de Ìróko, na qual habita o Òrìsà do mesmo nome. É também, uma pequena homenagem a célebre Egbon Cidália de Iroko, que faleceu esse ano, e que teve um papel de importância singular para o Candomblé do Brasil.

Muitas pessoas que vão às festas de Iroko, observam com atenção os enfeites colocados nessa misteriosa árvore. Muitos acreditam que os enfeites são colocados para deixar a árvore mais bonita em suas festividades, mas a verdade é que, como tudo que há no Candomblé, os enfeites de Iroko não são colocados ao acaso.

Uma antiga história africana, conta que existia uma mulher chamada Oloronbi que não conseguia ter filhos. Ela sempre que passava diante de uma gigantesca árvore de Iroko dizia: “Oh Meu Pai, eu sou muito solitária, se o senhor me der um filho ou uma filha para eu não ficar mais sozinha nesse mundo, eu lhe darei uma cabra e azeite de dendê”.

Sempre que Oloronbi passava diante de Iroko ela repetia sua súplica. Iroko comovido com o sofrimento de Oloronbi, fez com que ele engravidasse. Oloronbi ficou muito feliz ao saber que estava grávida, mas esqueceu-se da promessa que havia feito a Iroko. Quando seu filho nasceu, ela todos os dias passava diante da árvore sagrada, sem sequer reverenciá-la. Iroko muito triste com o descaso de Oloronbi, resolveu tomar para si aquela criança, sendo que foi ele o responsável por ela ter engravidado. Desta forma, num dia em que Oloronbi parou diante da árvore de Iroko, à noite, para conversar, Iroko sem que ela percebesse chamou a criança para dentro do seu gigantesco tronco, cuidando dela.

Oloronbi ficou desesperada, pois não sabia o que havia acontecido com sua criança, procurando um Sacerdote de Orisa, para saber o que tinha acontecido. O sacerdote consultou o Deus da Adivinhação e disse que a criança de Oloronbi estava no tronco de Iroko, pois ela não realizou aquilo que havia prometido. O Sacerdote disse que ela mandasse fazer alguns bonecos e bonecas de madeira, como se fossem seus filhos e que, novamente parasse diante de árvore de Iroko, comentando que estava muito feliz por ter outros filhos e que, no momento em que Iroko fosse pegar os bonecos, ela teria a oportunidade de pegar sua criança e que no outro dia, fosse novamente diante da Árvore oferecer a cabra e o azeite que havia prometido, pedindo perdão a Iroko. 

Oloronbi fez o que o sacerdote havia recomendado, resgatando sua criança. No outro dia, Oloronbi ofertou a cabra e o azeite, enfeitando á arvore com os brinquedos, para que todos soubessem que se ela tinha conseguido uma criança, era pelas graças de Iroko.

Essa história mostra-nos duas coisas importantes, a primeira é que jamais devemos esquecer de nossas promessas e, a segunda é que jamais podemos ficar diante de Iroko a noite.

Que Òsùmàrè Arákà esteja sempre olhando e abençoando todos!!!
Ilé Òsùmàrè Aràká Àse Ògòdó

Ana Rita visita SPM e discute ações para mulheres de Alagoinhas

O representante do Coletivo de Entidades Negras (CEN), Marcos Rezende, também participou do encontro
A ex-coordenadora de Políticas de Reparação Racial de Alagoinhas (a 108 km de Salvador), Ana Rita, visitou a titular da secretaria estadual de Políticas para as Mulheres (SPM), Vera Lúcia Barbosa, na quarta-feira (1º), em Salvador. Ela discutiu propostas de ações afirmativas para o município, sobretudo aquelas destinadas à temática de gênero, raça e população de terreiros, bandeiras de luta às quais sempre esteve ligada, ao longo de sua trajetória.


Durante o encontro, Ana Rita, que concorre a uma vaga no Legislativo municipal este ano, debateu sobre os principais eixos de atuação do Governo do Estado na área de equidade de gênero: promoção da autonomia das mulheres e enfrentamento á violência sexista. Conhecendo a realidade local, por conta da militância na defesa dos direitos humanos, ela pleiteou a ampliação destas políticas para Alagoinhas, município onde também assumiu a Coordenação de Políticas de Reparação Racial, entre 2006 e 2008.